O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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– Nada mais neste mundo me faz sofrer exceto a doença do papai – respondeu minha companheira. – Nada me importa, em comparação com o papai. E eu nunca, nunca, enquanto estiver de posse do meu juĂ­zo, vou fazer ou dizer algo que possa aborrecĂȘ-lo. Amo-o mais do que a mim mesma, Ellen, e sei disso porque todas as noites rezo para viver mais do que ele... pois prefiro sofrer do que fazĂȘ-lo sofrer. Isso prova que o amo mais do que a mim mesma.

– Belas palavras – retruquei. – Mas as açÔes tambĂ©m precisam provĂĄ-lo; e depois que ele estiver curado, nĂŁo se esqueça das decisĂ”es tomadas num momento de apreensĂŁo.

Enquanto falåvamos, aproximamo-nos de um portão que dava para a estrada. Minha jovem patroa, iluminando-se outra vez, subiu e sentou no alto do muro, estendendo os braços para colher uns frutos que sobressaíam, escarlate, nos ramos mais altos das roseiras-bravas que projetavam na estrada sua sombra. Os frutos mais baixos tinham desaparecido, mas aqueles só os påssaros conseguiam alcançar, ou então Cathy, de onde se encontrava.




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