O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Ao esticar o braço para apanhá-los, porém, seu chapéu caiu; como o portão estava trancado, ela resolveu descer para apanhá-lo. Pedi-lhe que tomasse cuidado para não cair, e ela agilmente desapareceu. Mas voltar não foi tão fácil: as pedras eram lisas e bem cimentadas, e os galhos das roseiras e das amoreiras não podiam ajudá-la. Não me dei conta disso, como uma boba, até ouvi-la rindo e exclamando:

– Ellen! Você vai ter que ir buscar a chave, ou vou ter de dar a volta até a guarita de entrada. Não dá para subir o muro do lado de cá!

– Fique onde está – respondi –, estou com meu molho de chaves aqui no bolso, talvez consiga abrir. Se não conseguir, vou buscar a chave.

Catherine ficou dançando de um lado para outro, divertindo-se, enquanto eu experimentava as chaves grandes, uma após a outra. Cheguei à última e vi que nenhuma servia. Repetindo que não saísse dali, estava prestes a ir correndo para casa a toda a pressa quando um ruído me deteve. Era um cavalo que se aproximava trotando. Cathy também parou de dançar.

– Quem é? – sussurrei.

– Ellen, gostaria que você abrisse a cancela – sussurrou, ansiosa, a jovem.


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