O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Catherine colocou uma almofada debaixo de sua cabeça e lhe ofereceu um pouco d’água. Linton rejeitou a bebida e ficou se remexendo inquieto sobre a almofada, como se fosse uma pedra ou um bloco de madeira. Ela tentou ajeitá-la para que ficasse mais confortável.
– Isso não serve – disse ele –, não é alta o bastante.
Catherine trouxe outra, que colocou sobre a primeira.
– Está alto demais! – murmurou a criaturinha irritante.
– Como é que devo dispô-las, então? – perguntou ela, em desespero.
Ele virou o corpo para ela, que estava meio ajoelhada junto ao sofá, e converteu seu ombro em apoio.
– Não, assim não vai ser possÃvel! – falei. – Contente-se com a almofada, sr. Heathcliff. A senhorita já perdeu tempo demais com o senhor. Não podemos ficar nem mais cinco minutos.
– Sim, podemos sim! – replicou Cathy. – Ele está calmo e paciente, agora. Está começando a pensar que vou sofrer muito mais do que ele hoje à noite, se eu achar que piorou por causa da minha visita; e não ousarei retornar. Diga a verdade, Linton, pois não devo voltar, se lhe fiz mal.