O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – Eu, gostar dele! – exclamei. – Nunca vi adolescente mais aborrecido e enjoado! Felizmente, como conjecturou o sr. Heathcliff, não vai chegar aos vinte anos. Na verdade, chego a duvidar de que venha a ver a primavera. E quando se for não vai ser uma grande perda para a família. Sorte a nossa o pai ter decidido levá-lo; quanto melhor fosse tratado, mais entediante e egoísta seria. Fico feliz que a senhorita não corra o risco de tê-lo para marido, srta. Catherine!
Minha companheira ficou séria ao ouvir essas palavras. Falar da morte dele de forma tão pouco cuidadosa feriu seus sentimentos.
– Ele é mais jovem do que eu – respondeu ela, depois de uma longa pausa para reflexão –, e deveria viver mais. E vai... tem que viver pelo menos tanto quanto eu. Está tão forte agora como estava quando veio para o norte; disso tenho certeza. É somente um resfriado o que ele tem, assim como o papai. Você diz que o papai vai melhorar, e por que ele não haveria de melhorar também?
– Muito bem – exclamei –, não precisamos nos preocupar, afinal de contas. Ouça, senhorita, e saiba que vou manter minha palavra: se tentar voltar a Wuthering Heights, com ou sem a minha presença, hei de informar o sr. Linton. A menos que ele permita, suas relações com seu primo não devem ser reatadas.