O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Na noite seguinte, parecia ainda mais impaciente; na terceira desde que voltara a ter minha companhia, queixou-se de uma dor de cabeça e me deixou.

Achei o comportamento estranho; fiquei sozinha por algum tempo e decidi ir perguntar se estava melhor e se não preferia se deitar no sofá, em vez de ficar em seu quarto, no escuro. Não achei Catherine no andar de cima nem no de baixo. Os criados afirmaram que não a tinham visto. Fiquei escutando atrás da porta do sr. Edgar: silêncio absoluto. Voltei aos aposentos dela, apaguei minha vela e me sentei junto à janela.

A lua brilhava, uma camada fina de neve cobria o chão, e imaginei que ela talvez tivesse tido a ideia de dar um passeio no jardim, para se revigorar um pouco. E de fato pude ver um vulto esgueirando-se ao longo da cerca interna do parque, mas não era minha jovem ama. Quando o vulto saiu à luz, reconheci um dos cavalariços.

Ele ficou parado ali por um tempo considerável, olhando para a estrada que cruzava o parque; começou em seguida a andar depressa, como se tivesse visto algo, e logo reapareceu, trazendo o pônei da jovem patroa. Lá estava ela, acabando de desmontar e caminhando junto ao animal.


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