O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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– Está – exclamei –, está, meu anjo, ainda está. Graças a Deus a senhorita está a salvo conosco outra vez!

Ela queria correr, exausta como estava, escada acima, para o quarto do sr. Linton; mas insisti que se sentasse numa cadeira, bebesse um pouco d’água e lavasse o rosto pálido, esfregando-o com o avental para que adquirisse um pouco de cor. Disse-lhe então que eu tinha de ir primeiro e informá-lo de sua chegada. Implorei que dissesse que seria feliz com o jovem Heathcliff. Ela me olhou fixamente, mas logo compreendeu por que aquele conselho de dizer uma falsidade e me garantiu que não ia se queixar.

Não tive forças para estar presente ao encontro deles. Fiquei do lado de fora do quarto por uns quinze minutos, e em seguida aventurei-me a me aproximar um pouco da cama.

Tudo estava sereno, contudo. O desespero de Catherine era tão silencioso quanto a alegria do pai. Ela tolerava o sentimento com aparente calma; e ele tinha fixos no rosto da filha um par de olhos que pareciam dilatados de êxtase.

Ele morreu feliz, sr. Lockwood; morreu feliz. Beijando-lhe a face, murmurou:

– Vou para junto dela, e você, minha querida, um dia irá para junto de nós!


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