O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Os quatro homens também voltaram desacompanhados. Traziam a notícia de que Catherine estava doente – doente demais para sair do quarto, e Heathcliff não os deixara vê-la. Dei uma bronca nos quatro idiotas por terem acreditado naquela história, que não transmiti ao meu patrão. Estava decidida a levar um bando de gente até Wuthering Heights, ao romper do dia, e literalmente invadir a casa, a menos que a prisioneira nos fosse entregue.
“O pai há de vê-la”, repeti minha promessa, “ainda que aquele diabo venha a perecer na porta de sua própria casa tentando impedi-lo!”
Felizmente, fui poupada da jornada e das dificuldades. Descera às três horas para buscar um jarro de água. Ao passar pelo vestíbulo com o jarro nas mãos, uma batida forte à porta da frente me causou um sobressalto.
“Ah! Deve ser Green”, pensei, acalmando-me. “É só Green”, e segui meu caminho, com a intenção de mandar outra pessoa abrir a porta. A batida se repetiu, porém; não era forte, mas insistente. Coloquei o jarro sobre o balaústre e fui abrir eu mesma. A lua cheia brilhava lá fora. Não era o advogado. Minha jovem e querida ama pulou no meu pescoço, soluçando:
– Ellen, Ellen! Papai ainda está vivo?