O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Ele adivinhou que um dos propósitos do seu inimigo era garantir que a fortuna pessoal, bem como a propriedade, passaria para o filho – ou, antes, para si próprio. Por que não aguardou até depois de sua morte era um mistério para o meu amo, que ignorava estar o sobrinho tão próximo da morte quanto ele próprio.
Sentiu, porém, que seu testamento devia ser alterado: em vez de deixar a fortuna de Catherine à sua disposição, decidiu colocá-la a cargo de tutores, para seu usufruto enquanto estivesse viva, e para seus filhos, se viesse a ter algum, depois que morresse. Desse modo, a fortuna não iria para o sr. Heathcliff se Linton falecesse.
Tendo recebido essas ordens, mandei um criado ir buscar o advogado, e mais quatro, todos armados, resgatarem minha jovem ama de sua prisão. Todos demoraram muito a regressar.
O criado que partira sozinho voltou primeiro. Disse que, ao chegar à casa do sr. Green, em Gimmerton, o advogado estava fora, e ele tivera que esperar duas horas até que regressasse. O sr. Green lhe dissera então que precisava resolver um caso no povoado e que estaria em Thrushcross Grange antes que amanhecesse.