O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Achei melhor sair sem falar com o sr. Heathcliff e ir buscar socorro em Grange para a minha jovem ama. Quando cheguei aqui, foi intensa a surpresa dos outros criados ao me ver, e sua alegria também. Quando ficaram sabendo que sua jovem patroa estava bem, dois ou três estavam prestes a correr para o segundo andar e gritar a boa-nova junto à porta do sr. Edgar, mas eu própria me encarreguei de falar com ele.

Como estava mudado, mesmo ao cabo de alguns poucos dias! Era a imagem da tristeza e da resignação, à espera da morte. Parecia muito jovem – embora sua idade verdadeira fosse trinta e nove anos, dava a impressão de ser pelo menos dez anos mais novo. Pensava em Catherine, pois murmurou seu nome. Toquei-lhe a mão, e falei.

– Catherine está vindo, querido patrão! – sussurrei. – Ela está viva e bem, e vai estar aqui, espero, ainda esta noite.

Tremi ante a primeira reação dele à notícia: soergueu-se, olhou ansioso ao redor, depois desabou, desfalecido.

Assim que recobrou os sentidos, contei-lhe de nossa visita compulsória e de nosso cárcere em Heights. Disse que Heathcliff me forçara a entrar, o que não era inteiramente verdade. Falei o mínimo possível contra Linton, e não descrevi a conduta brutal do pai dele, pois não queria acrescentar ainda mais amargura, se pudesse evitar, ao seu cálice já transbordante.


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