O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes O sr. Heathcliff se sobressaltou; seu olhar varreu depressa nossos rostos, e Catherine enfrentou-o com a costumeira expressão de nervosismo e desafio que ele abominava.
– Ainda bem que está fora do meu alcance – exclamou o patrão. – Que demônio a possui para me encarar com esses olhos infernais? Abaixe-os! E não volte a me lembrar da sua existência. Achei que a havia curado do hábito de rir.
– Fui eu – murmurou Hareton.
– O que é que está dizendo? – indagou Heathcliff.
Hareton abaixou os olhos para o prato e não repetiu a confissão. O sr. Heathcliff encarou-o durante algum tempo, depois voltou em silêncio à sua refeição e às reflexões interrompidas.
Tínhamos quase terminado, e os dois jovens haviam prudentemente se sentado mais afastados, de modo que eu não esperava mais nenhuma agitação, quando Joseph surgiu à porta, revelando, pelos lábios trêmulos e os olhos furiosos, que o ultraje cometido contra seus preciosos arbustos fora descoberto.
Devia ter visto Cathy e o primo por ali antes de examinar o local, pois, enquanto mexia o queixo feito uma vaca ruminando, o que tornava sua fala difícil de entender, começou a dizer: