O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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O patrão tentou explicar o que havia acontecido, mas estava mesmo quase morto de cansaço, e, em meio às broncas dela, tudo o que consegui entender foi que o havia encontrado faminto e sem casa, perambulando mudo pelas ruas de Liverpool; apanhara-o no colo e perguntara de quem era. Ninguém soubera dizer, explicou o patrão, que, tendo tempo e dinheiro limitados, achou melhor levá-lo de imediato para casa consigo do que gastar com ele recursos inúteis ali – pois estava determinado a não deixar o menino como o havia encontrado.

Bem, por fim minha patroa resmungou até se acalmar, e o sr. Earnshaw me disse que lavasse o menino, lhe desse roupas limpas e o deixasse dormir com seus filhos.

Hindley e Cathy contentaram-se com olhar e ouvir até a paz ser restabelecida. Em seguida, ambos começaram a procurar nos bolsos do pai os presentes que ele lhes prometera. Hindley era um menino de quatorze anos, mas quando tirou dali o que havia sido uma rabeca, esmagada em pedaços dentro do casaco, abriu o berreiro. E Cathy, ao ficar sabendo que o patrão perdera seu chicote enquanto cuidava do estranho, exibiu seu humor arreganhando os dentes para a criança e cuspindo nela – o que lhe valeu uma sonora bofetada do pai, destinada a lhe ensinar bons modos.


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