O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Hindley jogou o peso, acertando-o no peito; Heathcliff caiu, mas se pôs de pé no mesmo instante, cambaleando, pálido e sem fôlego. Se eu não o tivesse impedido, teria ido ter com o patrão naquele mesmo instante e obtido sua vingança deixando sua situação falar por ele e revelando quem fora o responsável.
– Fique com o meu potro, então, cigano! – exclamou o jovem Earnshaw. – E torço para que ele lhe parta o pescoço. Fique com ele, seu intrometido, e vá para o inferno! E tire do meu pai tudo o que ele tem, para que só então ele saiba quem você é, filho do Diabo! Leve o cavalo, tomara que ele arrebente seus miolos com um coice!
Heathcliff tinha ido soltar o animal e levá-lo para sua própria baia. Estava passando atrás do potro quando Hindley concluiu a fala empurrando-o para baixo das patas e, sem parar para ver se sua esperança tinha se concretizado, fugiu o mais depressa que pôde.
Fiquei espantada ao ver a calma com que o garoto se levantou e continuou o que estava fazendo. Trocou as selas, depois se sentou num feixe de feno até passar a vertigem que o golpe violento causara, antes de entrar em casa.