O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Por fim, nosso pároco (tínhamos então um pároco, que complementava a renda dando aulas aos jovens Linton e Earnshaw e cultivando ele próprio seu pedaço de terra) aconselhou mandar o rapaz para a universidade, e o sr. Earnshaw concordou, embora cheio de pessimismo, dizendo que “Hindley não servia para nada e jamais prosperaria, não importava aonde fosse”.

Esperei sinceramente que fôssemos ter paz. Afligia-me pensar que o patrão devesse sofrer por sua própria boa ação. Minha impressão era a de que os problemas da idade e as doenças advinham dos conflitos familiares, conforme ele mesmo sempre dizia; ele de fato estava definhando, meu senhor.

As coisas poderiam ter seguido de forma mais ou menos tolerável, porém, se não fosse por duas pessoas – a srta. Cathy e Joseph, o criado; o senhor o conheceu, imagino, lá em cima. Joseph era, e provavelmente ainda é, o mais aborrecido e presunçoso fariseu que já pôs as mãos numa Bíblia a fim de catar promessas para si mesmo e atirar maldições aos seus semelhantes. Conseguiu, com sua mania de fazer sermões e citações religiosas, causar forte impressão no sr. Earnshaw, e quanto mais fraco este ficava, maior a influência que Joseph ganhava sobre ele.


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