O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – Sei que o senhor não precisa mais vir... ela está bem... não tem mais necessidade dos seus cuidados! Nunca esteve tísica. Era uma febre, e já passou. Seu pulso está como o meu, agora, e seu rosto igualmente fresco.
Contou a mesma história à esposa, e ela pareceu crer. Certa noite, porém, apoiada no ombro dele, enquanto dizia acreditar que poderia se levantar no dia seguinte, um acesso de tosse bem leve a sacudiu. Hindley a ergueu nos braços; ela enlaçou-lhe o pescoço, seu rosto mudou de expressão, e ela morreu.
Conforme a garota adivinhara, o menino, Hareton, foi inteiramente entregue aos meus cuidados. O sr. Earnshaw, contanto que o visse com saúde e nunca o ouvisse chorar, estava satisfeito com o que dizia respeito ao filho. Quanto a si próprio, estava desesperado; seu sofrimento era do tipo que não transparece. Não chorava nem rezava; despejava insultos e desprezo, execrando Deus e os homens, e entregando-se às piores devassidões.
Os criados não suportaram a conduta tirânica e malévola por muito tempo; Joseph e eu fomos os únicos a ficar. Eu não tinha coragem de abandonar a criança – e além disso, como sabe, tinha sido criada com Hindley, e perdoava seu comportamento mais do que um estranho seria capaz.