O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Houve um sobressalto, um brilho confuso de reconhecimento em seus olhos e o esforço de colocar as ideias em ordem. Catherine ergueu a carta e pareceu examiná-la; ao chegar à assinatura, suspirou. Percebi, porém, que não compreendera bem o seu teor, pois, quando lhe perguntei qual era sua resposta, ela se limitou a apontar o nome, fitando-me com uma ansiedade questionadora e cheia de tristeza.
– Bem, ele deseja vê-la – expliquei, adivinhando que ela precisava de um intérprete. – Está no jardim, aguardando impaciente para saber que resposta hei de levar.
Enquanto falava, notei um cachorro imenso deitado na relva ensolarada lá embaixo erguer as orelhas, como se prestes a latir, depois voltar a abaixá-las, anunciando, ao abanar a cauda, a aproximação de alguém que não considerava um estranho.
A sra. Linton inclinou o corpo para a frente e se pôs a escutar, a respiração suspensa. No minuto seguinte, ouviram-se passos no vestíbulo; a casa aberta era tentação demais para Heathcliff: provavelmente supôs que eu estava inclinada a descumprir minha promessa e resolveu confiar na própria audácia.