O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Fechei o livro e apanhei outro, e mais outro, até tê-los examinado a todos. A biblioteca de Catherine era seleta, e seu estado dilapidado provava que tinha sido bem usada, embora nem sempre com um propósito legítimo; poucos eram os capítulos que haviam escapado a um comentário – ou o que pareciam ser comentários – a tinta, cobrindo todo o espaço em branco deixado pelo tipógrafo.
Alguns eram frases soltas; outras partes assumiam a forma de diário regular, rabiscado com uma caligrafia infantil. No alto de uma página adicional (um tesouro e tanto, provavelmente, ao ser descoberta), diverti-me bastante ao contemplar uma excelente caricatura de meu amigo Joseph – não passava de um tosco esboço, mas realizado com talento.
Um interesse imediato pela desconhecida Catherine acendeu-se em mim, e comecei então a decifrar seus desbotados hieróglifos.
“Que domingo horrível”, começava o parágrafo abaixo.
Queria que meu pai estivesse aqui. Hindley é um substituto detestável... sua conduta para com Heathcliff é atroz... H. e eu vamos nos rebelar... demos os primeiros passos hoje à tarde.